PAC

A PAC é uma comunidade que faz parte da Diocese do Recife - GAFCON/FCA . Entendemos que o homem deve ser respeitado pelo fato de ter sido criado à Imagem e Semelhança de Deus. Entretanto o ser humano não guardou sua condição de comunhão com o Pai Celeste devido ao pecado. Por isso, a Palavra de Deus, quando anunciada sem legalismos e sem antinomismos, deve trazer conversão, arrependimento e salvação em Cristo Jesus.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

DEUS NÃO NOS LIVRE DE UM BRASIL EVANGÉLICO

Uma primeira constatação é que estamos ainda distantes de ser um “país evangélico”: quarenta milhões da população é formada por miseráveis; uma insegurança pública generalizada; uma educação pública de faz-de-conta; uma saúde pública caindo aos pedaços, assim como as nossas estradas, a corrupção endêmica no aparelho do Estado, o consumo da droga ascendente, prostituição, discriminação contra os negros e os indígenas, infanticídio no ventre, paradas de orgulho do pecado, uma das maiores desigualdades sociais do mundo. Uma grande distância do exemplo de vida e dos ensinamentos de Jesus de Nazaré, cujas narrativas e palavras somente conhecemos por um livro chamado de Bíblia, que o mesmo citava com frequência, e que foi organizado por uma entidade fundada pelo próprio: uma tal de Igreja. Uma grande distância da ética e da “vida abundante” apregoada pelas Boas Novas, o Evangelho.



Percebemos sinais do sagrado cristão em nossa História e em nossa Cultura, mas, no geral, ficando na superfície. Se os símbolos importassem tanto, o Rio de Janeiro, com aquela imensa estátua do Cristo Redentor, deveria ser uma antecâmara do Paraíso.



Como cidadão responsável, e como cristão, como eu gostaria que o meu País fosse marcado pela justiça, pela segurança, pela paz, fruto do impacto das Boas Novas, do Evangelho. Sinceramente, gostaria muito que tivéssemos um Brasil mais evangélico.



Fico feliz que Deus não tenha nos livrado da imigração dos protestantes alemães, suíços, japoneses, coreanos, e tantos outros. Fico feliz pelo seu trabalho e por sua fé.



Fico feliz por Deus não nos ter livrado do escocês Robert R. Kalley, médico, filantropo e pastor escocês, fugindo do cacete na Ilha da Madeira (Portugal), pioneiro da pregação do Evangelho entre nós, nos deixando as igrejas congregacionais. Ele nem era norte-americano, nem fundamentalista, pois esse movimento somente surgiria meio século depois. Eram norte-americanos, e também não-fundamentalistas os pioneiros das igrejas presbiteriana, batista, metodista e episcopal anglicana que vieram ao Brasil na segunda metade do século XIX.



Fico feliz por Deus não nos ter livrado desses teimosos colportores que varavam os nossos sertões sendo apedrejados, vendendo aquelas Bíblias “falsas”, cuja leitura, ao longo do tempo, foi tirando gente da cachaça e dos prostíbulos, reduzindo os seus riscos de câncer de pulmão, cuidando melhor de sua família, como trabalhadores e cidadãos exemplares.



Fico feliz por Deus não ter nos livrado desses colégios mistos, desses colégios técnicos (agrícolas, comerciais e industriais), trazidos por esses missionários estrangeiros, em cujo espaço confessei a Jesus Cristo como meu único Senhor e Salvador. E, é claro, tem muita gente agradecendo a Deus por não nos ter livrado do voleibol e do basquetebol introduzido pioneiramente nesses colégios... nem pelo fato do apoio à Abolição da Escravatura, à República ou ao Estado Laico.



Por essas e outras razões, é que vou comemorar (com uma avaliação crítica) com gratidão, dentro de seis anos, os 500 anos da Reforma Protestante do Século XVI, corrente da Cristandade da qual sou militante de carteirinha desde os meus dezenove anos.



Essa gratidão ao Deus que não nos livrou dos protestantes de imigração e dos protestantes de missão, inclui, sinceramente, os protestantes pentecostais, herdeiros daquela igreja original, dirigida por um negro caolho (afro-descendente portador de deficiência visual parcial, na linguagem do puritanismo de esquerda, conhecido por “politicamente correto”)..., mas que abalaria os alicerces religiosos do mundo. Eu mesmo sou um velho mestiço brasileiro e nordestino, e não me vejo como um ítalo-luso-afro-ameríndio de terceira idade...



Olhando para o termo “evangélico”, usado sistematicamente na Inglaterra, a partir de meados do século XIX, como uma confluência da Reforma e de alguns dos seus desdobramentos, como o Confessionalismo, o Puritanismo, o Pietismo, o Avivalismo e o Movimento Missionário, com paixão missionária pelo Evangelho que transforma, dou graças a Deus que Ele não nos tenha livrado da presença dos seus seguidores e propagadores. Até porque, por muito tempo, não tivemos presença fundamentalista (no sentido posterior) e nem do liberalismo, pois esses últimos são bons de congressos e revoluções de bar, mas não muito chegados a andar de mulas por sertões nunca antes trafegados...



Minha avó é quem dizia que “toda família grande vira mundiça”, se referindo ao fato de que quando qualquer instituição, grupo ou movimento social cresce, é inevitável que ao lado do crescimento do trigo haja um aumento significativo do joio. Nesse sentido, o protestantismo e o evangelicalismo brasileiro são normais (com desvios e esquisitices), mas, garanto que temos muitíssimo mais trigo (às vezes armazenados nos celeiros, quando deveriam estar sendo usados nas padarias). No meu tempo só tinha crente militante e desviado; depois apareceram os descendentes, os nominais, os de IBGE, os bissextos e os ocasionais.



No sentido histórico dou graças a Deus pelo localizado movimento fundamentalista nos Estados Unidos, em reação ao racionalismo liberal, pois também afirmo a autoridade das Sagradas Escrituras, o nascimento virginal, a cruz expiatória, o túmulo vazio e a volta do Senhor. Depois o termo foi distorcido por um movimento sectário, antiintelectual, racista, e hoje é aplicado até ao Talibã, em injustiça à proposta original



Quanto ao Tio Sam, nem todo republicano é evangélico, nem todo evangélico é republicano, embora, de época para época, haja deslocamentos religiosos-políticos naquele país. Eu mesmo não tenho muita simpatia (inclusive aqui) pelo Partido do Chá (Tea Party), pois tenho longa militância no Partido do Café e no Partido do Caldo de Cana com Pão Doce.



A Queda do Muro de Berlim assinalou o ocaso da modernidade e o início de uma ainda confusa pós-modernidade, com a mundialização da cultura anglo-saxã, no que tem de bom e no que tem de mau, mas, como nos ensina Phillip Jenkins, a Cristandade está se deslocando do hemisfério Norte para o hemisfério Sul, e, inevitavelmente, revelamos nossas imaturidades, que devem e podem ser superadas.



Agora, todo teólogo, historiador ou sociólogo da religião sérios, perceberá a inadequação do termo “protestante” ou “evangélico” (por absoluta falta de identificação caracterizadora) com o impropriamente chamado “neo-pentecostalismo”, na verdade seitas para-protestantes pseudo-pentecostais (universais, internacionais, mundiais, galáxicas ou cósmicas), e que é algo perverso e desonesto interpretar e generalizar o protestantismo, e, mais ainda, o evangelicalismo brasileiro, a partir das mesmas.



O avanço do Islã e a repressão aos cristãos onde eles dominam é um “óbvio ululante”, a defesa da vida em relação ao aborto, à eutanásia, aos casais que não querem ter filhos, ao homossexualismo, o atentado ao meio ambiente (“cultura da morte”) é coerente com o princípio da Missão Integral da Igreja na “defesa da vida e da integridade da criação”.



A identidade evangélica se faz por um rico conteúdo e não por antagonismo ou relação reativa a conjunturas.



Sabemos que o mundo jaz do maligno, que o evangelho será pregado a todo ele, mas não que todos venham a se converter, e que descendentes de cristãos nem sempre continuam nessa fé. Assim, o Brasil nunca será um País totalmente cristão, protestante ou evangélico, mas creio que será bem melhor com uma Igreja madura que, sem fugas alienantes, adesismos antiéticos ou tentações teocráticas, possa “salgar” e “iluminar” com os valores do Reino.



Para isso necessitamos (na lícita diversidade protestante quanto a aspectos secundários e periféricos) de líderes sólidos e firmes, vestindo a camisa do nosso time com entusiasmo e garra para o jogo, sem se perderem em elucubrações estéreis, de quem já perdeu a fé na Palavra, não acredita mais na Queda, nem na Redenção, nem na singularidade de Cristo, deixando uma geração órfã de heróis.



Assim, espero que Deus não nos livre dessa presença cultural transformadora; que Deus não nos livre de ser, cada vez mais, um País evangélico.



A Ele, Onipotente, Onisciente e Onipresente, Senhor do Universo e da História, com os anjos e arcanjos, coma Igreja Triunfante e a Igreja Militante, intercedendo por todos que atravessam crises espirituais, seja toda a honra e toda a glória!



Paripueira (AL), 27 de abril de 2011,

Anno Domini.



+Dom Robinson Cavalcanti, ose

Bispo Diocesano

segunda-feira, 25 de abril de 2011

SANTO CULTO DE PÁSCOA NA PAC

        Neste culto de ´Páscoa (24/04/2011) a Paróquia Anglicana de Cristo (PAC) teve a alegria de participar de mais uma Santa Ceia onde a comunidade reunida confirmou a sua fé na ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Jesus venceu a morte!! Glórias ao Trino-Deus. A vitória de Cristo sobre a morte , para a PAC, significa exatamente a literalidade desta Boa Notícia. A certeza que o Senhor Jesus Cristo trará à vida novamente aqueles que dormem  é uma realidade inegável. Ainda que não exista meios de comprovação científica para tal fato - para os cristãos - um túmulo vazio e o relato dos Evangelistas são suficientes para acreditarmos, de fato, neste milagre. 
      O Senhor Jesus está no meio de nós!! A Palavra de Deus nos deixa claro que onde dois ou três estiverem reunidos NO SEU NOME ali Ele estaria. No mundo, onde vivemos,  o caos impera nas relações interpessoais . As pessoas já não se entendem mais e o amor de muitos já se esfria(morre). Pois a mensagem do túmulo vazio nos traz à lembrança o fato de que além de nós ressuscitarmos na parousia - também podemos ver, agora, as nossas relações serem ressuscitadas (a começar pela nossa casa). Deus nos chama não somente para o kerigma da Boa Nova; mas, também para vivermos a ressurreição nas relações entre todos  (leigos e clero).
        Tivemos a oportunidade de, neste culto, recebermos como membro de nossa congregação o nosso irmão Dionis que é marido de nossa irmã Rosana ( membro nova aguardando confirmação episcopal de nosso diocesano). Podíamos ver a alegria estampada no casal que agora servem juntos ao Senhor que venceu a morte.
       Podemos citar também a história de Tatiane que um domingo antes da páscoa resolveu, pela ação do Espírito Santo, ressuscitar a sua relação com Cristo. Tatiane estava afastada do Caminho por muitos anos porém não resistiu ao chamado do Ressuscitado em sua vida.  Tati , agora, faz parte do grupo de irmãos que aguardam a visita episcopal de nosso querido bispo Dom +Robinson Cavalcanti. 
       Para finalizar nosso Santo Culto de Páscoa  os Pequenos Adoradores fizeram uma linda apresentação com um hino que ressaltava o verdadeiro sentimento da Páscoa há muito tempo perdido pela sociedade. Não faltou nem mesmo o coelhinho da páscoa ( nossa querida Stéfanie foi a cobaia) que alegrava crianças e grandões ao final do culto. 
        A PAC deseja a toda a família diocesana uma Feliz Páscoa, não somente neste domingo que passou mas também, na segunda-feira, terça-feira, quarta-feira....e por todos os dias de nossas vidas mantendo-nos firmes na bendita esperança da ressurreição dos mortos e na ressurreição do amor a Deus e ao próximo que há muito já não ecoa mais n'alma da humanidade.
        SOLI DEO GLORIA
      
        Rev. Luis Fernando Silveira

   

sábado, 16 de abril de 2011

CULTO DOMINICAL NA PARÓQUIA ANGLICANA DE CRISTO

      Queridos de Deus,
       Gostaria de convidá-los para, neste domingo, mais uma programação em nossa Paróquia Anglicana de Cristo(PAC). Teremos às 18:00 hs nossa Escola Bíblica Dominical onde estaremos estudando sobre os Ensinos de Jesus Cristo, cujo texto áureo será: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" João 8:12"  E logo após às 19:00 hs teremos mais um abençoado culto dominical onde nossa juventude estará ministrando a Palavra para nós. Todos são bem-vindos.
        Até lá e a Paz do Senhor Jesus Cristo
        Rev. Luis Fernando Silveira